quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O Assalto
Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:
— Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?
— Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?
— Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assun tar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:
— No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.
Outros ônibus pararam, a rua entupiu.
— Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.
— É uma mulher que chefia o bando!
— Já sei. A tal dondoca loira.
— A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.
— Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
— Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!
— Vai ver que está caçando é marido.
— Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!
— Sangue nada, é tomate.
Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia jóias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pêlo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
— Pega! Pega! Correu pra lá!
— Olha ela ali!
— Eles entraram na Kombi ali adiante!
— É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?
— Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que sorveteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:
— É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 2 de maio de 2010
Down Styler #12
![[down_styler.png]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCP2tY7vnch5cqdvdPsPTDm8Q09gV7i87eyqF36JMAShyphenhyphenUQv1GnQ3J-cPpqXLhQkQM5HLBPfcqFf1ZqG-2qpa4AWjGlIx_2XmvdfpG4SUpghTyjbhCZNecY5wT2N-2lNcdNopuTgvwLyE/s1600/down_styler.png)
Esposa
Esposa é algo útil: ela te lembra de acordar para o trabalho, faz o almoço, dá aquele carinho... Mas tem algumas exceções. Aliás, raríssimas exceções. E para variar, a minha mulher é uma dessas poucas exceções.
Levantar-te para o trabalho é responsabilidade do despertador, diz ela. "Fazer o almoço? Até parece... esquenta um miojo aí para você". "Quer um abraço para livrar-se do estresse? Que é isso homem?!" Ninguém merece...
Maldito seja a hipocrisia dessa mulher que me iludiu e induziu-me a dizer sim e ainda por cima pagar toda aquela cerimônia que chamamos de casamento na igreja mais chique da cidade. Mas eu pensei: "Calma. Vai valer a pena." Arrependimento: se isso matasse já estaria morto no dia seguinte.
O pior é que divórcio dá muita dor-de-cabeça. Acho que não compensaria todo o estresse para algo tão banal. Quando me casei, me casei para ter uma vida tranquila. E esse sonho está longe de ser realizado. Mas até que eu gosto. Eu odeio minha mulher de um jeito amoroso. E eu a amo com muito ódio.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Calamidade - I
Calamidade - I
Não sei como isso me acontece, em um só dia.
Acordei, lavei meu rosto, escovei os dentes.Depois do café da manhã, fui fazer minha caminhada matinal.Tropecei numa pedra, ralei o cotovelo.Já sabia que isso aconteceria, porque na noite anterior, encontrei meu amigo, Jonas.Ele é tem muito azar.Por isso, já levei quase um kit de primeiros socorros.
Então, encontrei meu velho amigo Caquim.Logo pensei: Lá vem mais azar...
- Vai um cafezinho aí, Gibão?É do especial...
Até amargurei.Você não conhece, mais tomar o café do Caquim é a mesma coisa que tomar um café que tem até uma perna de javali no meio!
Era uma mistura e tanto.Na receita que ele me deu desse café, tinha refrigerante de laranja, sal e até chá verde, entre outras coisas, e você, não queria experimentar este café...ou vai se arrepender.Ainda bem que ele estava “de onda comigo” e não tomei do café.
-
Voltei de casa, fui ver meus e-mails.Vírus.Há Jonas, você me paga.Tinha que instalar aquele joguinho do feijão de espada, né?Fui logo colocar de quarentena.Fui na assistência técnica de computadores, tentar tirar aquele vírus, mas quando chegaram em casa, tinha que trabalhar.Só disse a seguinte frase:
-Quando acabarem o serviço, tranquem o portão e dêem a chave ao meu vizinho.
Assim fizeram.Voltei, peguei a chave com meu vizinho e entrei em casa.Só deixaram um papelzinho rasgado com o número de telefone da assistência técnica e um imã de geladeira da mesma.Logo liguei para lá e falei o porquê vieram.Perguntei o valor, e a apenas disseram: R$245,70.
Retruquei:
Pode ser em 10x sem juros no cartão??
EUKIFIZ!
~ TNT
terça-feira, 20 de abril de 2010
Down Styler #11
TrânsitoTrânsito: é aquele que sempre te atrasa para trabalho, encontros, compromissos e levar o filho na escola. E pior: ninguém leva a sério quando você culpa o trânsito. Aliás, é a desculpa mais velha e esfarrapada que existe. O remédio? Aguentar as broncas do chefe, mulher ou diretor da escola.
O chato é que você não tem controle da situação. É previsível? Com certeza não. É solucionável? Só se for aqueles raríssimos dias de sorte que você escapa do engarrafamento. É relaxante? Óbvio que não. Esses são um dos muitos fatores do motivo que o trânsito nos atrapalha em nossos cotidianos.
O pior é o barulho: buzinas mesclam-se com xingamentos e palavrões de motoristas irritados para barbeiros; os motores dos carros velhos queimando óleo a beça; os ônibus e caminhões que soltam estrondos a cada a arrancada...
O trânsito é um daquelas coisas que, se você não se deixa contagiar, acaba ficando estressado...
quinta-feira, 25 de março de 2010
Down Styler #10
Pé, pé, pé. Maldito despertador. A amargura do dia começa aí. Com esse barulho repentino, que nos desperta. Droga! O despertador é reflexo do que vai acontecer no dia. Trabalho, preguiça, sono, correria, engarrafamento. Meu deus. Nem quero pensar. Pé, pé, pé. Continua a tocar. E eu aqui sem vontade de levantar-me. Credo. Que sono. Levantar ou não levantar: eis a questão.
Pé, pé, pé. Ele não se cansa de fazer o seu trabalho. Ele não se rende. E eu não me dou por vencido. Hoje ele não me tira da cama. Pode ficar apitando. Eu resisto. Será uma boa ideia? Meu chefe não iria gostar. Que se dane. Daqui ninguém me tira.
Pé, pé, pé. Oh, Meu Deus. Esse barulho não acaba nunca. Tá me tirando do sério... Melhor nem dar atenção. Uma hora pára. Mas e se acordar meu filho? Aí vai ser uma choradeira. Nem ligo. Daqui ninguém me tira.
Pé, pé, pé. Que barulinho chato...! Hum.... E se acordar minha esposa? Capaz dela estar na TPM. O negócio vai ficar feio. Vai berrar feito louca e se estressar toda. Deixa pra lá. Daqui ninguém me tira.
Pé, pé, pé. Que objeto repugnante. Ele não sabe que não vou sair daqui. Nem dou bola para o que pode acontecer. Não vai acontecer. Eu sei. O chefe ficar bravo? Imagina...! Ele tá tão feliz ultimamente. Meu filho chorar? Não creio. Ele não assistiu a filmes de terror ontem. Minha esposa de TPM? Não acredito. Ela está tomando chá de camomila nos últimos dias. Silêncio. A há! Parou de apitar. Ganhei! E agora? Quem é o bonzão? Eu!
- Querido! Acorda, porcaria! Tô muito estressada hoje! O júnior tá chorando! Que maravilha! Ave maria! Que raiva me dá esse guri! Vai logo pro teu trabalho! Já tá atrasado!
- Atrasado de novo, Sr. Styler? Pois saiba que acabou de perder o seu aumento de salário.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Down Styler #9

Mais um dia de trabalho, segunda-feira, calor, verão. Ingredientes perfeitos para uma receita que costumo chamar de dor-de-cabeça. E, para melhorar, aquele velho chefe reclamando o tempo inteiro...
- Atrasado?! Quer que eu compre um relógio pra você?!
- Quantas vezes eu disse que os papéis rasgados vão ali e os outros aqui?!
- Que demora?! Você tá trabalhando que nem uma lesma hoje!!!
- Não revire os olhos! Não se distraia!!
- Sem banheiro!
- Sem enrolação!
Certa vez, decidi realizar uma pequena vingança... Misturei os arquivos de sexta-feira com os de quinta, sem que a mula percebesse. Coloquei sal no café e pus um "solta-pum" na cadeira dele. Sem contar da aranha que eu coloquei na mesa dele. E não deixei pistas!
Foi uma onda de risos quando a série de desgraças desencadeou no chefe!!! Todo mundo ria, de forma que o resmungão não pudesse suspeitar de um indivíduo específico. Mas houve um detalhe porém. O espertão lembrou-se de um detalhe crucial: ninguém estivera mexendo nos arquivos passados, que não eu. Congelei. O olhar fulminante do demônio fixou no meu rosto de tal forma que minhas pernas começariam a ficar bambas.
Riu. De uma hora pra outra, começou a gargalhar. E de repente, todo mundo caiu na risada. Não sabia porque, ou melhor, não saberia até o dia seguinte. Resultou que a aranha tinha ficado presa na minha cabeça. E o mais engraçado é que eu nem tomei banho e nem mexi na minha cabeça, e a aranha decidiu cair bem quando eu cheguei... Preciso contar mais?
E é por isso, que de uma forma ou de outra, eu sinto meio que uma amizade inexistente com o chefe. Que vida estranha...
~Sauerale
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Down Styler #8
Se existe alguma coisa que me dá pavor (além de ratos, baratas, sogra, essas coisas, sabe?) é ir ao Supermercado. Pior: minha esposa também não gosta, mas ela detesta só de vê-lo de perto. E adivinhem: Para quem isso tudo sobra? Isso mesmo. Sobra para mim. Já disse para a minha mulher que eu sofro de claustrofobia*, mas de que adianta? Vai dizer isso pra minha mulher...! Enfim, vou contar de onde surgiu esse trauma.
Tudo começou numa péssima tarde no meu pequeno e desadorável apartamento da minha família. Meu pai já havia ido trabalhar e meus irmãos já estavam na escola. Eu, com apenas 4 anos, fiquei com a minha mãe em casa. Bem, fiquei por uma questão de segundos, porque foi só eu ter terminado de escovar os dentes e vestir-me que nós [minha mãe e eu] já saímos para a rua. O destino? A porcaria do supermercado. Estava cheio de gente, mas tinha tanta gente, que chegava a sair pelo ladrão. Resultado? Minha mãe estressada. E minha mãe tem boa memória: foi ela ver que o preço do chuchu aumentou 3 centavos e ela desabafou um "isto é um assalto". Confusão total. A senhoria ao lado entrou em pânico, tentando se lembrar do telefone da polícia.
Agora veio o pior: parecia que a senhoria era um mosquito transmitindo doença para todos, mas ao invés de doença, era pânico. Todo mundo já corria sem rumo, uma gritaiada só. Eu e minah mãe e todo mundo não tinham para onde sair, todo mundo se debatia, fugindo de um assalto que nem existia. A polícia chegou. Todo mundo se acalmara. Ninguém arriscou um passo. Um policial jovem, que julgava ser interino, estava tenso, com os olhos esbugalhados e fixos que faziam uma espécie de ronda, parecendo procurar o criminoso.
Estava tudo tão calmo que dava medo. Mas estava calmo demais para ser verdade, até que o velho na nossa frente soltou um baita de um espirrão. O jovem policial assustou-se, deu um tiro em falso. Só acertou um lustre do mercado, que partiu-se em pedaços. Pânico geral. Quando eu fui agarrar a mão da minha mãe, percebi que ela não estava mais lá. Ó MEU DEUS! Desesperei-me. Estava só. Ou não? O policial interino me agarrou pelo braço, mas eu me depati e me soltei. Não sei de que jeito consegui sair daquela multidão. Onde estava minha mãe? Para minha surpresa, ela estava na frente do supermercado, me esperando.
E foi isso. Foi o preço de um simples chuchu que havia aumentado que causou aquele caos, o qual nunca mais me deixará entrar em um mercado, sem me recordar daquele reboliço*.
*Claustrofobia: O medo de estar em um ambiente com muitas pessoas, dando a impressão de estar sendo sufocado.
*Reboliço: Confusão, baderna.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Down Styler #7
Zum... Zum... Esse barulho não me deixava dormir. Era o ventilador que pouco refrescava o quarto em meio calor que ainda for cima, fazia os barulhos que pareciam ser do inferno. Minha mulher diz:
- Compra um ventilador!
Se fosse tão fácil assim, já teria uns 20 na minha casa. Sim! Comprar um ventilador... Como se ventilador fosse tão barato quanto leite; mas não é. Mas minha mulher insiste "Primeiro a saúde!" Saúde? Eu estava tão saudável quanto um jogador de futebol. Mas, como teimar era uma batalha inútil, decidimos ver os ar condicionados das lojas. "Apenas olhar", pensei.
O sujeito veio sorridente: "Serão apenas 50 reais por mês". Minha mulher comemorou. Barato. Foi o que pensamos. Fui conferir o número de prestações: 20. Aí era demais. 10 mil reais por um conforto, que apesar de ser útil, não era vital. Foi o que disse para minha esposa. Franziu a testa. Pronto.
Além de pagar o aparelho, deveríamos ainda pagar a instalação e, posteriormente, a manutenção. Valeria a pena? Decisão importante. Mas se não comprássemos o ar condicionados conseguiríamos continuar dormindo com o ventilador? Indagações que nos perturbavam cada vez mais.
No fim das contas, não compramos o cobiçado ar condicionado. E hoje estamos satisfeitos. O zum-zum não atrapalha, já nos acostumamos. E, a cada dia que passa, nós recordamos: 20 mil reais que economizamos.
~Sauerale
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Down Styler #6 - Parte III (FINAL)
![[down_styler.png]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZLd6IVoaN5_VEBjIkw4qv8LfYo794rVkgLX0HbYcu9RRRV5XQCZr4FcALBiEP9VLSSukKk-nBWUKSuw62D4-agncPBSlWjI5AJ-yX_Ml3n9TRjrzqCxlSj4DsIEapLjLfOFbrrAyTlVk/s1600/down_styler.png)
Minha sogra bem que comentou "A faxineira não pode vir hoje" e eu já captei um "Lava essa droga de chão duma vez". Detergente? Estava em falta. Quem iria comprar? Pergunta besta. Óbvio que era eu. Supermercado lotado. Já estava em pânico, quando milagrosamente um caixa abriu. Disputei corrida com uma senhora. Idosa, mas cá entre nós, corri feito um corredor dos 50m rasos. Aproveitei-me do neto da Senhora que se meteu na frente da velha. Direcionei meu olhar triunfante para ela, que por sua vez, quase que tem um surto.
Voltei para casa alivido, mas tive uma surpresa desagradável. A faxineira decidiu vir trabalhar. Pensei "Pelo menos o detergente vai servir pra uma coisa". Que nada! A mulher já havia vindo com o material. Droga! Estresse à toa é o que não me falta.
O que me consola é que o último dia estava por vir, pois havíamos comprado uma casa. Chegou. Agradeci a Deus por ter aguentado. Comemorei. Estava aos pulos e berros quando cheguei em casa quando o telefone toca. Minha mulher atende. E me fala "Minha mãe vai vir aqui. a casa dela tá infestada de barata". Chorei. Melhor nem contar o resto.
*Insípido: Sem sabor, sem gosto.
~Sauerale
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Down Styler #6 - Parte II
Como era de se esperar, Madalena estava nos esperando com sua leal Franca Potente, a vara de marmelo capaz de calar as mais importunas bravatas de um candidato político. Mas, segundo minha esposa disse na viagem para a casa de minha sogra, a Madalena vem controlando sua fúria e só utiliza a vara de marmelo como muleta. Melhor assim. Pelo menos sabia que eu estava salvo de uma das infinitas torturas.
Chegando na pequena casa, tive uma notável surpresa. A grama estava bem aparada, o que não era de costume a gente encontrar naquela casa. Vendo aquela grama, me sosseguei: Talvez minha esposa tenha razão. A sogra mudou.
O que eu não esperara era ser meramente iludido logo no primeiro passo que dei no casebre. A panela, os ingredientes, o fogão. Todos preparados para o início do preparo do almoço. A velha somente disse:
-Por favor, faça o almoço.
Almoço não era e não é minha praia. Olhei para minha esposa e, fui tremendamente interceptado por um olhar gélido da mesma. E agora? Fazia tempo que eu não cozinhava e não era naquela hora que eu gostaria de cozinhar.
Continua...
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Down Styler #6 - Parte I
Pois bem, eu Down Styler, tive a casa desapropriada para a construção de uma Usina Hidroeléctrica. Eu e minha esposa pensávamos em várias opções. Construir uma casa era caro, e não estávamos dispostos a pagar aluguel, tanto de casa quanto de apartamento. A decisão não foi das melhores, para ser franco, só não é pior do que morar na rua: Viver na casa da sogra.
A minha sobra, Madalena van Hüssen é descendente de holandeses, como o próprio nome sugere. Teimosa feito mula empacada e limão azedo. Tão histérica e nervosa que sempre anda com uma vara de marmelo, batizada de Franca Potente, que muitas vezes foi parar em lugares não muito desejáveis. Mas essa é outra história.
Mas a gente até poderia investir na compra dum apartamento, mas como a minha sogra começou a ter os seus primeiros ataques de loucura, minha esposa achou mais prudente a gente morar com ela. É a velha história: Bom pra sogra, ruim pro Genro.
Continua...
~Sauerale
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Down Styler #5
Restaurante
O que é restaurante para um cozinheiro? Fonte de renda. O que é um restaurante para um crítico? Uma avaliação. O que é um restaurante para um inspetor sanitário? Um local de testes. O que é um restaurante para um freguês? Um prato de comida.
O Restaurante é um dos mais notáveis símbolos do capitalismo que prosperam atualmente. Afinal, ele é um empreendimento que lembra a calma e a tranquilidade na santa hora da refeição. Todo bom restaurante requer uma estrutura bem organizada, de tal modo que deixe a freguesia satisfeita e prazerosa com o local.
O principal, a comida, deve ser bem diversificada, de maneira que os clientes possam montar as mais variadas possibilidades e combinações, o que o deixa satisfeito com o empreendimento.
Bem, isso tudo é muito bom. Porém, uma vez eu fui num restaurante mau-sinalizado que não tinha indicações de banheiro. Preciso contar o resto? Acho que não. À parte do incidente, a comida estava impecável.
Em outro estabelecimento, havia garçons muito mal preparados. Pedi um suco e me trouxeram uma Coca. Pedi uma Ala Minuta e me vêm com Hambúrguer. Naquele restaurante era tudo muito confuso: demorei 2 minutos para achar o caixa e mais 2 pra achar a saída.
De qualquer forma, eu sempre achei que eu sempre fui um pouco crítico e que o maior prazer é a comida.
~Sauerale
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Down Styler #4 - Post #100 da Magia!
Asfalto
Buraco pra lá, buraco pra cá. São inúmeros os buracos que diversas ruas apresentam no dia de hoje. O que causaria tamanho dano: Chuva? Granizo? O inferno? Conversa! O que falta nos dias de hoje é uma fiscalização do limite de carga e um asfalto bem preparado.
Recordo-me de uma vez, que a imensa cratera resultou nada mais, nada menos, que o "furamento" de 2 pneus traseiros. Azar? Não! Mais 3 carros tiveram o memo destino.
Solução? Bem, o negócio foi dar dinheiro pro maldito guincho, que levou umas 2 horas para chegar onde eu e os outros estávamos. Resultado: a empresa disponibilizava de apenas um guincho. Um carro por vez, sendo que a central ficava a 15 quilômetros de onde nós ficamos.
O policiamento também estava bem precário. 2 carros quase fizeram o favor de bater no meu automóvel. O policial alegou e, até hoje alega, que a culpa não foi dele. Até parece... Desconfio que seja um policial graduado.
Resumindo, um buraco no asfalto pode gerar uma série de caos, e quando menos esperar, estará entrando em outro.
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Desculpa não ter postado anteriormente, mas é que eu não estou podendo postar ultimamente. Ah, e esse é o post #100 da Magia. Provavelmente, terá uma festa no ClubPenguin. Não sei no iglu de quem, mas eu vou tentar fazer a festa pra esse sábado.
~Sauerale
domingo, 6 de setembro de 2009
Concurso - Encerramento
Fala gente!
Como os concorrentes estavam fazendo histórias realmente boa, eu decidi aprovar todos. Mas porque? Simples. Os únicos membros da equipe que têm função para postar histórias são Eu e a Nininha. Ou seja, só 2 que postam histórias não fica possível de sustentar o blog. Os novos postadores são:
- Natymmdias
- Hellena
- Jalt3000
- Juju320
A página "Equipe" será modificada!
~Sauerale
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Crônicas de Down Styler #3

O primeiro latido a gente nunca esquece.
Sempre sohei em ter um animal de estimação. Sempre pensei que ia ser tudo de bom e que não daria de forma alguma, trabalho. Eu, pra variar, estive completamente enganado. E a praga, digo, o cachorro mudou por total, a minha vida.
Tudo começou na Loja dos Diabos, quer dizer, Cachorros. Era uma manhã bonita, com as buzinas cantando e os carros latindo. Em resumo, uma manhã normal. Eu vi dezenas de cachorros uns mais hipócritas, ou melhor, bonitos que os outros. Tinha 2 poodles que eram uma graça. Um Pastor-Alemão impunha sua autoridade estufando o peito. Um boxer comia tranquilamente, enquanto um Yorkshire exibia sua pelagem. Com tantas opções, optei por um Cachorrinho Toy, ou seja, aqueles de bolso, sabe? Pois então. Parecia que não ia dar trabalho, mas deu.
O engraçado que até o pagamento ele era um santo. Ele só despertou o demônio em si quando saímos da loja. Mordeu minha perna. O diabo ainda babou no meu rosto enquanto eu cobria o ferimento! O pior aconteceu quando ele deu o luxo de mostrar a comida não-ingerida pouco perfumada na casa do meu vizinho que é uma fera. O careca correu atrás de mim e tacou-me uma sapatada. Quase que eu aproveito o sapato para o meu "grande" amigo canino.
Bem, os outros episódios não são necessários contar. Se você estiver curioso, pergunte ao sofá encharcado da sala, os sapatos estraçalhados da minha esposa, o forro despedaçado do colchão do meu filho, ou então pro meu jornal que sempre tem uma mancha marrom.
Apesar das traquinagens do meu cachorro eu o amo. Não sei porque, mas se disseram a você que o amor faz loucuras, é porque com certeza esse alguém teve a "sorte" de pegar talvez um irmão de meu cachorro...
~Sauerale
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Crônicas de Down Styler #2
Para muitos, que nem eu, a aspirina é uma Deusa, sabe? Não? Bem, existem vários motivos. Vou citar apenas alguns exemplos e veja você mesmo como é que o Ácido Acetilsalicílico, mais conhecido como AAS e vulgarmente chamado de Aspirina pode salvar um dia (ou o que restou dele).
Tudo começa com o Benedito Ponto de Ônibus que eu já havia citado-o em outra história. No almoço, aquela fila no restaurante, fora a comida que sobrara estar um lixo (literalmente). Depois, o filho que a gente tem para nos alegrar vem com aquela choradeira que de fato alegra... (um monte) Tipicamente, o miolo da história é um brinquedo que a criatura deseja mas o preço é a alma de Deus. Mas de vez em quando, é um amigo cretino que xingou ele de bobo (muito criativo) ou feio.
O filho é só a introdução da dor de cabeça, porque comparado aos boletos bancários que ficam parasitando a nossa casa, o Filho é a melhor parte do dia. É uma papelada que te dá nó na tua cabeça, isso sim é de lascar. Minto. O que lasca na total é as porcarias que o cachorro faz no sofá. Afinal, aquele cachorro que a minha mulher tanto queria, só serve pra fazer... Você já sabe, né?
E depois, nada mais relaxante do que dormir na minha cama... Opa! Me enganei! Nada melhor do que tomar aquele comprimido do Santo Ácido Acetilsalicílico, ou se preferir, AAS. Mas também pode ser chamado ainda de Aspirina.
E pensar que quando criança, eu pensava que não existia Deus...
~Sauerale
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Crônicas de Down Styler - Ponto de Ônibus
Ponto de Ônibus
Sabe aqueles dias em que você vai trabalhar e tem aquela "sorte" do diabo? Pois eu, Down Styler, vivo esses dias 8 vezes por semana.
Não fosse o bendito despertador que atrasa 10 minutos, eu sempre sairia de casa a tempo de não me atrasar (tanto) para o trabalho. Mas o despertador é apenas o começo. Sabe, minha dieta no café da manhã é baseada em carvão. Bem que eu gostaria de comer um pão fresquinho, caso a infleiz torradeira me deixasse.
Depois de acordar desesperado, comer carvão no café da manhã, parece que não dá pra piorar. Minto. Na hora de escovar o dente, o sarcástico tubo de creme dental explode na minha cara quando eu vou pegar um pouco de pasta. Meus olhos ardem e acabo não conseguindo acertar a escova na minha boca: ela vai direto ao nariz.
Depois da meleca no banheiro, saio correndo de casa. Tenho que ir ao Imbecil ponto de ônibus que fica a 1 quilômetro de casa. Curiosamente, o Ônibus passa bem em frente da minha casa, mas só aceita embarque no cretino do ponto de ônibus.
Saio correndo para o Ponto: ninguém esperando. Procuro um senhor: o próximo só no almoço.
~Sauerale
domingo, 9 de agosto de 2009
Dia dos Pais
Fala Gente!Hoje é dia dos Pais. Já deu aquele beijão no seu pai logo quando amanheceu o dia? Pois aquele abraço, aquele carinho que demos aos pais, vão para eles na mesma dose em que eles nos deram.
Já parou para refletir a importância que tem o ser que denominamos crinhosamente de Pai? Já parou para pensar nas maluquices que a pré-adolescência e adolescência que fazem nós "odiarmos" nossos pais, temporiaramente falando? Já parou para ver de que Pai quer dizer muito mais do que um fator para nossa existêcia?
Essas perguntas não só devem ser questionadas no dia dos pais, como todos os dias. Independentemente se gostamos ou não da decisão tomada por nossos dedicados pais. Pai não tem função de mimar-nos e tornar-nos seres amiciosos insatisfeitos com o que temos. A função do ser Pai é nos educar para entrarmos com sucesso nesse complicado mercado socio-capitalista.
Precisaríamos de um livro inteirinho para citar a importância paterna. O livro seria tão recheado, que serviria até para uma tese de doutorado.
Feliz Dia a todos os Pais do Mundo Inteiro!
~Sauerale (é a primeira crônica que eu escrevo =D)

