quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mente Travessa

Mente Travessa


Acordo em plena escuridão.Sozinho.Penso que estou louco.Pouco.Tamanha loucura aumenta quando imagino um buraco branco ofuscante.Observo.De repente sinto uma presença atrás de mim.Me viro.Deus!É Ela!Minha paixão!O amor é um ônibus.Não posso perdê-lo.Passei a mão em seus lindos cabelos, negros como a noite.
Mas...o que está acontecendo?!O escuro vira claro e ela vira fumaça escorrendo entre meus dedos.Não!Volte!Então, fico cego.Quando voltei à realidade, estava em meu quarto, com o sol beijando meus olhos, e finalmente encontrando o real motivo da cegueira.Mas com certa ternura, me indago:Será aquilo realmente um sonho???

Vinícius Silva

Texto de minha autoria futuramente premiado internacionalmente pela ONU.

Creative Commons was Here.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Assalto

Quem escreveu esta cômica publicação foi um dos maiores romancistas brasileiros - Carlos Drummond de Andrade. Espero que desfrutem da mesma maneira que eu desfrutei desse texto muitíssimo bem escrito.

Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:
— Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?
— Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?
— Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assun tar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:
— No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.
Outros ônibus pararam, a rua entupiu.
— Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.
— É uma mulher que chefia o bando!
— Já sei. A tal dondoca loira.
— A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.
— Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
— Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!
— Vai ver que está caçando é marido.
— Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!
— Sangue nada, é tomate.
Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia jóias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pêlo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
— Pega! Pega! Correu pra lá!
— Olha ela ali!
— Eles entraram na Kombi ali adiante!
— É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?
— Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que sorveteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:
— É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 28 de agosto de 2011

Músicas Poéticas II

Aê Povada há quanto tempo!
Estou tão feliz com a volta da Magia!
Vamos deixar de nhem-nhem-nhem e vamos ver essa bonita música de nosso querido Toquinho de açougue!

Aquarela(Toquinho)
Letra:
http://letras.terra.com.br/toquinho/49095/
Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=UjRwuGsugdE

Quem gostou levanta a mão! o/



Reflexão

Eu acho que essa Música tem a ver com todas as pessoas, pois todas as pessoas têm uma imensa imaginação, mesmo que não perceba, analize:

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

É, fiquei mais feliz do que escrevi por a Magia voltar.

That's All, Folks!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tercetos de um Paradoxo

Tercetos de um Paradoxo

A natureza é contrastante
Produz a mais suave aragem
E o ciclone mais exorbitante

A natureza é extravagante
No arbusto, uma briófita na ramagem
E tão logo ao lado, uma sequoia gigante

A natureza é curiosa
Enquanto chove garoa fina e inspiradora
Castiga incólume uma enchente impiedosa

A natureza é um dilema
Pois tão oposta a si está a própria natureza
Que nos dá vida e cujo cuidado é nosso maior problema.

~Sauerale

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Retorno?



Ah, escrever. Esse hábito embriagou-me tanto por muito tempo. Indevidamente, abandonei a atividade. Falta de disposição? Falta de tempo?. Na verdade, o real motivo que me fez abandonar a postagem virtual periódica dos meus escritos é que o que era um lazer pessoal passou a ser uma obrigação pública.


O vínculo que estabeleci com meu pequeno, porém fiel, público leitor passou a ser tão intenso e exigente que não poderia passar mais de 3 dias sem publicar nada. Resultou-me uma tremenda dor-de-cabeça.

E nesse clima nostálgico, parei para pensar qual era o real objetivo do blog. A meta era entreter-me. Entreter aos outros seria apenas uma consequência da minha diversão. E foi nesse conceito que eu pequei. Porque passei a dar mais valor à opinião alheia quando era para valorizar pura e simplesmente a minha.

Em suma, voltarei focado dessa vez. Que me importa se eu postar uma, duas, dez ou vinte vezes por semana? Desde que esteja desfrutando da atividade, para mim estará de excelente tamanho.

Porquanto, o retorno é parcial. No entanto, se ele se concretizar, poderei cobiçar, enfim, numa volta integral a todo o intenso vapor.

~Sauerale

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Músicas Poéticas I

Há quanto tempo pessoal!
O blog anda MUITO parado, não tem posts desde o ano passado!
Agora, postarei músicas poéticas.

Não vou copiar a música aqui, dou o link. (Any Problems?Coment!)

Roda Viva (Chico Buarque)

http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45167/

Reflexão

Eu, particularmente, sinto que há uma conexão entre minha estadia no blog com essa música, especialmente no primeiro trecho. (citado abaixo)

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu..."

Quero dizer que eu me senti como quem morreu porque eu fiquei muito, muito tempo sem postar.Parece que eu estanquei de repente pois eu parei de postar sem avisar a vocês.

That's All, Folks! (minha nova despedida)

Eu

P.S. Me desculpem, pessoal, eu falei que iria voltar, mas não voltei.Eu não tive tempo de entrar no computador, adoeci e acabei esquecendo...Sinto uma imensa sensação de culpa lá no fundo.
P.P.S. Sau, você paralisou o blog?Estou decepcionado com TODOS NÓS, postadores desse maravilhoso blog...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Voltei!

Gente, desculpa não ter postado mais.
Pensei até em sair do blog, porque, para mim, um postador que não posta não tem mais utilidade.
Mais enfim, o Sau sabe porque eu não postei.
E como eu disse a ele, não vou mais publicar HISTÓRIAS. talvez um poema, ou tirinha.
Agora vou por comentário sobre Livros, sinópse e recomendação, Ok?
Obriigada.
Beijos Natalie